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Tsurus espalhados por aí... {em construção}

O objetivo é espalhar por aí Tsurus e postar uma foto do local onde foi deixado... Cada tsuru terá um link que encaminhará aqui para o blog...será que alguém aparecerá? Logo se vê :)

Tsurus espalhados por aí... {em construção}

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Mil Tsurus? Tsuru? O que é?

Navegando por aí a procura de algo para meter aqui sobre a lenda dos Tsurus, encontrei um excelente artigo no site Japão em Foco e também conheci a lenda das "Mil penas de Tsuru", no blog Vida Nipônica.

Pah...não levo muito jeito para resumos e muito menos para escrever...então deixo-vos um copy paste.

 

Grou e o seu significado para o povo japonês

 

O grou é um dos símbolos mais tradicionais do Japão, considerado tesouro nacional. Os japoneses acreditam que o grou é uma ave sagrada que simboliza paz e vida longa. Elas também simbolizam o amor conjugal e a fidelidade, porque essas aves são monogâmicas, ou seja, depois que um casal de grous se une, só a morte os separa.


Nos casamentos, muitos costumam juntar os amigos e parentes para dobrar mil origami de tsurus dourados (dobradura do grou) para dar sorte, fortuna e vida longa para o casal. É comum também ver várias noivas vestidas de Uchikake, quimonos formais de casamento, onde belas imagens de grou estão bordadas.

 

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Imagem: Japão em Foco

Existem mais de 15 espécies de grous que habitam o planeta, porém o mais majestoso é o grou japonês (Grus japonensis), comum no leste asiático. Esta espécie, cujas penas são brancas e possui uma coroa vermelha no topo da cabeça e que podem chegar a cinco metros de altura e mais de seis metros de envergadura, estão entre as mais raras do mundo. Estima-se que no Japão, exista apenas 1000 delas.

 

Assista à dança de acasalamento dos grous (parece um balé):

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nem cegonha, nem garça… é grou!

É importante salientar que o grou não é cegonha e nem garça, embora tenha algumas semelhanças e seja comum as pessoas e confundirem. Esta ave é tão presente na cultura japonesa que até está impressa no verso da nota de ¥ 1.000. Na frente está a foto do escritor Natsume Soseki, um dos maiores romancistas do Japão.

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Imagem: Japão em Foco

 

Há uma lenda que diz que o grou pode viver até mil anos e por causa disso que acabou sendo associado à longevidade e sorte. Passou então a ser representada especialmente através da arte como dobraduras, literatura e folclore.

Os japoneses se referem a essa ave como “o pássaro da felicidade” e o chinês como “pássaro celeste” por acreditarem que esta ave seja símbolo de sabedoria e também por uma lenda que diz que as suas poderosas asas são capazes de levar as almas para o paraíso, ou seja, para os níveis mais elevados de iluminação espiritual.

Sendo assim, a ave representa o canal entre o mundo dos vivos e dos mortos e por isso é comum ver a imagem do tsuru sendo colocada em caixões, com o objetivo de que a alma do morto seja levada para o céu em seu voo. Dar um origami de tsuru a um amigo, indica desejar sorte, felicidade e vida longa a essa pessoa.

 

A ave que deu origem a todas as outras

Dizem que essa ave é a “Mãe de todas as aves”, pois se acredita que possam ser os pássaros mais velhos da Terra. Diz a lenda, que estes pássaros faziam companhia aos eremitas que faziam meditação nas montanhas. Esses eremitas tinham poderes místicos e fizeram com que o grou pudesse viver por mil anos.

Essa tradição proveniente de tantas lendas e histórias tão cheia de significados, ainda sobrevive, mesmo ao longo de muitas gerações. Há um lugar em Hokkaido, chamado Tsurui, um dos maiores santuários do Grus Japonensis no Japão, que está entre as 100 paisagens sonoras do Japão, por causa do grande ruído que as aves fazem.

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Imagem: Japão em Foco

 

Origem do origami de tsuru

 

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 Imagem: não digo!

Com o passar do tempo, o tsuru evoluiu para a arte das dobraduras, chamados no Japão de origami, e passou a ser o tema mais popular, onde crianças e adultos passaram a dominar esta arte. Pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os tsurus de origami passaram também a simbolizar a esperança e a paz através de Sadako Sasaki e sua inesquecível história de perseverança. 

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Imagem: Scott Butner

 

Diagnosticada com leucemia depois de ter sido exposta à radiação após o bombardeio de Hiroshima, Sadako resolveu dobrar mil tsurus na esperança de ser recompensada ​​com saúde, felicidade e paz eterna. Infelizmente ela morreu pouco antes de chegar ao seu objetivo, porém sua determinação em se curar e sua esperança pela paz mundial emocionou milhões de pessoas do mundo inteiro.

Todos os anos, milhares de tsurus de todas as partes do mundo, são enviadas ao memorial de Hiroshima, representando o desejo contínuo da humanidade pelo desarmamento nuclear e a paz mundial. A tradição de dobrar mil grous ou tsurus, é chamado no Japão de Senbazuru e até hoje é bastante popular no Japão. 

 

Costuma-se fazer isso, quando um amigo ou parente está enfermo, na qual as pessoas se juntam em um mutirão para cumprir a meta de 1000 tsurus, com o objetivo de que a pessoa se recupere mais rapidamente. Um belo exemplo de solidariedade. No Japão é possível encontrar até kits prontos para a montagem do Senbazuru:

Senbazuru-Kit.jpg

Veja como fazer um grou de origami:

 

Sagimai, a dança folclórica das garças

 

sagimai.jpg

 

A dança majestosa das garças é representada no Japão através de diversos rituais de danças no Japão. Um dos mais populares é o Sagimai (鷺舞), conhecida popularmente como “White Heron dance”, que se traduz algo como “Dança da Garça Branca“, um evento que acontece em várias partes do Japão, como Tsuwano, em Shimane, Kyoto, em Shiga e Asakusa, em Tóquio.

Esse evento já acontece há mais de 500 anos e se caracteriza por duas pessoas, geralmente um casal, que usam trajes de garça feitos de cipreste japonês, cujo peso pode chegar a 15 kg. A dança é suavemente sincronizada e romântica, imitando a dança de um casal de grous. Assista ao vídeo abaixo com uma demonstração:

 

 

A lenda das “Mil penas de Tsuru”

 

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 Imagem: aqui ó

Conta a lenda que um camponês muito pobre vivia em uma cabana humilde e seu único alimento era algumas verduras que colhia de sua terra cansada.

Um dia, enquanto tentava plantar em sua terra mais ao longe por achar menos árida, encontrou uma cegonha com a asa quebrada. A ave não podia voar em busca de alimento, estava fraca e beirando a morte.

O camponês sentindo compaixão por tamanho sofrimento, rapidamente tomou a cegonha em seus braços e a levou para sua cabana. Ele cuidou de sua asinha e pacientemente colocou em seu bico algumas sementes. Com o passar dos dias, a cegonha melhorou. A bondade do camponês a livrou da morte e quando ela pôde voar, o camponês a libertou.

Alguns dias depois, uma mulher adorável apareceu em sua cabana pedindo que lhe desse abrigo por uma noite. O camponês, por ser uma pessoa de bom coração, não negaria esta caridade à pessoa alguma. Porém, a beleza daquela mulher fez com que ele acreditasse que deixá-la dormir em sua humilde cabana era realmente uma honra.

Após aquela noite os dois se apaixonaram e se casaram. A noiva era delicada, atenciosa e tinha tanta disposição para o trabalho quanto era bonita. E assim eles viviam muito felizes. Mas para o camponês, que já tinha muita dificuldade quando vivia sozinho, ficou muito mais difícil ainda cobrir as despesas que sua nova vida de casado lhe trazia.

Preocupada com esta situação, a esposa disse ao marido que produziria um tecido especial, pois tecer era um trabalho comum para as mulheres nessa época. Ele poderia vendê-lo para ganhar dinheiro, mas ela o alertou que precisaria fazer seu trabalho em segredo, e que ninguém, nem mesmo ele, seu marido, poderia vê-la tecer.

O homem construiu uma pequena cabana nos fundos de sua casa onde ela trabalhava trancada durante três dias. O marido só ouvia o som do tear batendo. A curiosidade e a saudade que tinha de sua bela mulher fazia com que estes dias demorassem muito para passar.

Quando o som da tecelagem parou, ela saiu com um lindo tecido entre os braços, de textura delicada, brilhante e com desenhos exóticos. A tecelã lhe deu o nome de “mil penas de Tsuru”.

Ele levou o tecido para a cidade. Os comerciantes ficaram surpreendidos e lutaram entre si para consegui-lo. O vendedor pagou com muitas moedas de ouro por ele. O pobre homem não podia acreditar que tão de repente a sorte começasse a lhe sorrir. Desde então, a esposa passou a trabalhar no valioso tecido outras vezes. O casal podia, com o fruto da venda, viver em conforto. A mulher, porém, tornava-se dia após dia mais magra.

Um dia, ela disse que não poderia tecer por um bom tempo. A mulher estava muito cansada. Seus ossos lhe doíam e a fraqueza quase a impedia de ficar em pé.

O camponês a amava muito e acreditava naquilo que ela dizia, no entanto, tinha experimentado a cobiça. Ele havia contraído algumas dívidas na cidade e pediu para que ela tecesse somente por mais uma vez. No princípio ela não aceitou, mas perante a insistência do marido, cedeu e começou a tecer novamente.

Desta vez ela não saiu no terceiro dia como era de costume, o homem ficou preocupado. Mais três dias se passaram sem que ela aparecesse e isso começou a deixar o marido desesperado.

No sétimo dia, sem saber mais o que fazer, ele quebrou sua promessa, espiando o serviço de tecelagem que ela fazia.

Para a sua surpresa, não era sua mulher que estava tecendo. Arqueada sobre o tear encontrava-se uma cegonha, muito parecida com aquela que o camponês havia curado.

O homem mal pôde dormir à noite, pensando o que teria acontecido com a mulher que amava. Amaldiçoava-se por ter sido insaciável e praticamente ter obrigado a sua querida esposa a tecer mais uma vez.

Na manhã seguinte, a porta da cabaninha se abriu e o camponês com o coração aos saltos fixou seus olhos na porta, esperançoso em ver a sua esposa sair dela com vida.

A mulher saiu da cabana com profundas olheiras, trazendo o último tecido nas mãos trêmulas. Entregou-o para o marido e disse, “Agora preciso voltar, você viu minha verdadeira forma, sendo assim, eu não posso mais ficar com você”.

Depois de dizer estas palavras, transformou-se em sua verdadeira forma para em seguida alçar voo,  exibindo um lindo rastro de pó cintilante, e deixando o arrependido camponês, em eterna lágrimas.

 

Copy & Paste de: Japão em Foco e Vida Nipônica 

Um pouco do que levou-me a criar este blog

Aprendi a fazer origamis na época de Prison Break, fiquei doido para aprender a fazer o cisne de Prison Break, nossa, como foi difícil! (o bico fica sempre uma porcaria ainda lolol)

Entretanto aprendi a fazer outros e o tsuru foi um dos que achei mais fácil.

 

A "modinha" passou...o significado dos 1000 Tsurus, só vim a conhecer aqui na blogsfera....uma bloger expressou o seu desejo dela em fazer os 1000 tsurus para que seu desejo fosse realizado.

Para ajudar, comecei a fazer alguns...enviei umas cinco fotos com um motivo de fundo e disse que mandaria os 1000 em fotos com motivos interessantes, a ideia foi até bem aceite...só que olha...o blog já não mais existe!

 

Lembro-me dela falar que o seu namorado encontrava alguns no comboio e tal...daí experimentei deixar alguns no autocarro, fazia com o próprio bilhete...achei a ideia interessante, ajudava a passar o tempo....deixava também no consutorio do dentista, a rececionista guardou um durante uma semana...disse-me isso quando "apanhou-me" a fazer um enquanto esperava ...mas o que achei mais piada foi o do mc donalds...fiz o meu pedido...era para levar, enquanto estava a espera...lá vou eu a fazer um tsuru com o recibo...quando terminei pousei-o em cima da caixinha de donativos e continuei a espera...daí chegam duas raparigas...uma vê o tsuru..agarra nele mostra à amiga e diz..."ohh tão giro Filipa..." Pah...ehehe fiquei todo babado...deu vontade de dizer: fui eu que fiz, fui eu fui eu! lolol

Então acho que as pessoas irão gostar e com uma mensagem então...

 

Quero também enviar para o Monumento das Crianças da Bomba Atômica, para as comemorações do dia 6 de agosto...

Fiquei de certa forma comovido com a história de Sadako Sasaki....quando terminava um tsuru ela dizia para si própria o seu desejo: "Eu escreverei paz em suas asas e você voará o mundo inteiro".

Porra meu! Uma criança de 12 anos com leucemia, a desejar a paz no mundo...ahh..a leucemia dela foi devido a bomba de hiroshima, ela tinha cinco anos quando foi lançada....

A ideia duma mensagem em cada tsuru não foi devido ao desejo da Sadako e nem influenciado por Prison Break...simplesmente saiu-me.

 

Tenho muito tempo, todo tempo do mundo...mas não aproveito, mas com esse novo "hobby" pretendo sair mais, conhecer novos lugares e encher isso aqui de fotos :)

 

Ainda ando a procura de uma maneira mais fácil de escrever nos tsurus, porque a mão não vai dar certo...às vezes os textos são grandes...e não pretendo fazer tsurus muito grandes...

A escrita era uma maneira de personalizar cada tsuru...não quero fazer todos iquais...cada um será diferente...ando a pensar em várias maneiras de personaliza-los...vamos ver no que vai dar :)

 

Publicado dia 28/02/2015